Política

Rui Rio no Twitter: ataques a jornalistas “tidos como próximos da maçonaria” e à “nova coqueluche” do PS

Em reacção às últimas sondagens , que confirmam a tendência do PSD abaixo dos 24% das intenções de voto, Rui Rio passou do humor ao ataque. Na sua conta oficial de Twitter, criticou a “importância” dada pela comunicação social às sondagens, ligando-o a interesses maçónicos: “Tenho, na minha ingenuidade, reparado que nestes cirúrgicos dias que antecedem o Conselho Nacional para a escolha dos deputados, alguns cirúrgicos jornalistas tidos como ligados à maçonaria dão mais cirúrgica importância às cirúrgicas sondagens da Pitagórica do que às outras”.

Mais populares Greta Thunberg Direita francesa tentou impedir que Greta Thunberg discursasse no Parlamento Justiça Juíza liberta um dos maiores traficantes de droga portugueses i-album Bélgica De barco afundado a escritório flutuante: aqui embarca-se todos os dias para trabalhar Na véspera, Rui Rio procurara desvalorizar as sondagens , brincando com a situação: “Com tantas sondagens que saem, pergunto se ainda vale a pena fazer eleições”.

Na verdade, não é a primeira vez que Rui Rio usa o Twitter para jogar ao ataque. O líder do PSD, que aderiu a esta rede social a 1 de Dezembro do ano passado, já deixou insinuações sobre adversários políticos como a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, ou o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

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Subscrever × “Com a aprovação da proposta do Governo de aumento do salário dos juízes, a sra. ministra, que pertence ao Supremo Tribunal de Justiça desde 2016, quando sair da função será promovida: irá ganhar mais do que o PM e ainda terá parte do salário livre de IRS”, escreveu, quando se debatia a questão do aumento dos salários dos juízes no Parlamento e que veio a ser aprovado contra a vontade dos sociais-democratas.

Ler mais Rio diz não estar preocupado com sondagens, mas com cópia das ideias do PSD Uns meses antes, o destinatário foi o ministro das Infraestruturas: “A nova coqueluche do PS, o senhor ministro Pedro Nuno Santos, não terá tido um sonho cor-de-rosa, ontem em Aveiro, imaginando-se num comício do BE? Pelo que disse e pela afluência ao mesmo”. Isto, referindo-se a declarações do socialista que defendera a necessidade de haver “uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas”, sendo secundado por Marisa Matias, do BE.

Quando António Costa ameaçou demitir-se por causa da eventual aprovação do descongelamento da totalidade do tempo de serviço congelado dos professores, Rui ironizava: “Amanhã segue-se o penúltimo episódio do  thriller  “Demissão sem justa causa”, com o protagonista a votar contra o que ele próprio diz defender. O pano cairá brevemente com a exibição da sondagem independente a atestar o êxito da série”.

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