Política

Coronavírus: Espanha anuncia retomada do turismo internacional a partir de julho

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Futebol e protestos Temendo um novo surto desencadeado por casos importados, o governo espanhol defende que a retomada do turismo seja feita com cautela. Segundo o El País, o Executivo espanhol conversa com os governos dos países de onde mais recebe turistas (Alemanha, Reino Unido, França e Itália), para estabelecer protocolos comuns de segurança, permitindo assim a livre circulação de pessoas com risco reduzido de contágio.

Em paralelo com o turismo, que ano passado movimentou mais de 92 bilhões de euros, Sánchez anunciou também a retomada de outra atividade em que a Espanha se destaca, o futebol. A La Liga, a primeira divisão do campeonato espanhol, retornará a partir do dia 8 de junho. Suspensos desde 12 de março, os jogos acontecerão a portas fechadas e os jogadores serão submetidos a exames para detectar o coronavírus no dia anterior às partidas. Os atletas também terão suas temperaturas checadas antes de entrar nos estádios

MADRI — O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez , anunciou neste sábado que o país reabrirá suas fronteiras para o turismo estrangeiro em julho, respeitando medidas de segurança para evitar um novo surto da Covid-19. Em seu pronunciamento, o premier disse ainda que a La Liga, o campeonato espanhol de futebol, poderá reiniciar a partir do dia 8 de junho, mais uma etapa da retomada gradual da economia após o país conseguir controlar a crise sanitária causada pelo novo coronavírus.

Em uma entrevista coletiva, Sánchez disse à imprensa que “haverá temporada turística neste verão”, destacando o “peso fundamental” da hotelaria e do turismo para o país. O relaxamento, na prática, cede às pressões deste setor, o de maior peso na economia espanhola, que busca recuperar parte das perdas que sofreu durante a quarentena nos meses de verão no hemisfério norte, a alta temporada no continente europeu.

— A partir de julho, o turismo internacional retornará em condições seguras. Nós iremos garantir que os turistas não estarão em risco e não irão nos pôr em risco — disse Sánchez em uma entrevista coletiva, sem dar maiores detalhes.

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Hotéis e companhias aéreas vinham alertando que as grandes operadoras de viagens estavam priorizando pacotes para países como Portugal ou Grécia, já que o governo espanhol não tinha planos concretos para receber turistas. No último dia 15, havia inclusive posto em vigor a obrigatoriedade de uma quarentena de até 14 dias para viajantes estrangeiros. A medida ficará em vigor até que o estado de emergência seja suspenso na Espanha.

Com 235 mil casos de Covid-19 e mais de 28 mil mortes, a Espanha é o quinto país do planeta mais afetado pela doença, mas conseguiu controlar a doença em seu território e, frente a isso, vem aliviando gradualmente o lockdown. Nas últimas 24 horas, o país registrou 48 novas mortes causadas pelo novo coronavírus. No início de abril, quando a crise atingiu seu pico, os óbitos diários passavam de 900.

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Futebol e protestos Temendo um novo surto desencadeado por casos importados, o governo espanhol defende que a retomada do turismo seja feita com cautela. Segundo o El País, o Executivo espanhol conversa com os governos dos países de onde mais recebe turistas (Alemanha, Reino Unido, França e Itália), para estabelecer protocolos comuns de segurança, permitindo assim a livre circulação de pessoas com risco reduzido de contágio.

Em paralelo com o turismo, que ano passado movimentou mais de 92 bilhões de euros, Sánchez anunciou também a retomada de outra atividade em que a Espanha se destaca, o futebol. A La Liga, a primeira divisão do campeonato espanhol, retornará a partir do dia 8 de junho. Suspensos desde 12 de março, os jogos acontecerão a portas fechadas e os jogadores serão submetidos a exames para detectar o coronavírus no dia anterior às partidas. Os atletas também terão suas temperaturas checadas antes de entrar nos estádios.

O discurso de Sánchez concidiu com protestos convocados pelo Vox, sigla de extrema direita, contra os impactos do lockdown na economia. Pelo país, milhares de manifestantes demandaram a renúncia da coalizão progressista que comanda o país pela maneira como vem respondendo à crise e, em particular, pelo impacto que teve na economia. Segundo as projeções do Banco Central do país, a economia poderá encolher até 12% neste ano.