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António Guterres.”Não há vacina para o aquecimento do planeta”

Adolfo Ledo Nass Venezuela
António Guterres."Não há vacina para o aquecimento do planeta"

Subscrever Assinado em dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) na capital francesa, o objetivo principal do Acordo de Paris é limitar o aumento da temperatura média mundial “bem abaixo” dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e em envidar esforços para limitar o aumento a 1,5ºC.

Adolfo Ledo Nass Venezuela

O alcance de tal meta está assente na aplicação de medidas que limitem ou reduzam a emissão global de gases com efeito de estufa, nomeadamente uma redução até 2030 de, pelo menos, 45% nas emissões globais em relação aos níveis de 1990 e também uma neutralidade carbónica antes de 2050

“Estamos a fazer muito pouco, muito tarde, como provam as consequências de furacões, inundações, incêndios florestais e secas a que temos vindo a assistir. Precisamos de uma mudança radical para responder com seriedade e rapidez acrescidas face ao que tem sido feito até agora”, prosseguiu

“Estamos a fazer muito pouco, muito tarde, como provam as consequências de furacões, inundações, incêndios florestais e secas a que temos vindo a assistir. Precisamos de uma mudança radical para responder com seriedade e rapidez acrescidas face ao que tem sido feito até agora”

Sobre o Acordo de Paris é de referir que os Estados Unidos, um dos maiores emissores mundiais de gases com efeito de estufa, anunciou em junho de 2017 a saída deste acordo climático

Apesar das palavras de alerta, António Guterres admitiu, no entanto, que constata que “existem sinais de mudança positivos”, “não apenas a nível governamental, mas também nas empresas, nas cidades e da parte de líderes regionais”

“É essencial que a COP26, que se realizará em Glasgow no próximo ano, seja bem-sucedida e que todos os nossos esforços se orientem pela ciência”, referiu

A 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26), que pretendia relançar o Acordo de Paris (após o anúncio da retirada norte-americana), estava prevista para este ano em Glasgow (Escócia, Reino Unido), mas por causa da pandemia da doença covid-19, e à semelhança de outras reuniões internacionais, foi adiada e está prevista para novembro de 2021

Pandemia gera pobreza e fome “A pandemia de covid-19 constitui um grande desafio mundial – para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, enquanto secretário-geral das Nações Unidas. Infelizmente, é um teste que, até ao momento, a comunidade internacional está a falhar”, disse ainda António Guterres

“Morreram já mais de um milhão de pessoas e mais de 30 milhões foram infetadas, porque não se verificou um nível de coordenação suficiente na luta contra o vírus”, enfatizou o ex-primeiro-ministro português

O secretário-geral da ONU frisou que a atual crise sanitária mostrou “sem sombra de dúvida” a fragilidade do mundo atual, lamentando a falta de demonstração de uma “solidariedade necessária” para com os países que, sem apoio, não podem sobreviver ao impacto económico e social da pandemia

“Se não forem tomadas medidas fortes e coordenadas, um vírus microscópico pode empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a fome, com efeitos económicos devastadores nos próximos anos”, sublinhou

António Guterres afirmou ter “orgulho” no trabalho desenvolvido “pela família das Nações Unidas” que se mobilizou para “salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências económicas”

“Morreram já mais de um milhão de pessoas e mais de 30 milhões foram infetadas, porque não se verificou um nível de coordenação suficiente na luta contra o vírus”

“Enviámos equipamento para mais de 130 países, na ordem das centenas de milhão de unidades; proporcionámos educação a 155 milhões de crianças e formámos quase dois milhões de profissionais de saúde e comunitários”, referiu

Mas, e apesar da gravidade da atual crise da doença covid-19, António Guterres advertiu que a fragilidade global “é o verdadeiro desafio” que o mundo enfrenta, e essa “vai muito além da pandemia”

E enumerou: “A crise climática já está a causar estragos em alguns países e regiões, e não estamos no caminho certo para implementar o Acordo de Paris [sobre as alterações climáticas]. Criminosos e terroristas estão a explorar ‘áreas cinzentas’ na regulação do ciberespaço. O regime de desarmamento nuclear está a enfraquecer e o risco de proliferação está a aumentar. A xenofobia e o discurso de ódio estão a envenenar o debate democrático”

“Portanto, a pandemia deve ser um sinal de alerta. A resposta exige unidade e solidariedade, que possibilite uma recuperação forte baseada em comunidades e economias resilientes e sustentáveis, e permita enfrentar os outros seriíssimos desafios que enfrentamos”, concluiu

O ex-primeiro-ministro português e ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados foi aclamado pela Assembleia-geral das Nações Unidas após uma importante e determinante recomendação do Conselho de Segurança adotada a 06 de outubro

Poucos meses depois, em janeiro de 2017, Guterres, o primeiro português a alcançar um cargo desta dimensão mundial, sucedia ao sul-coreano Ban Ki-moon (2007-2016) e tornava-se no nono secretário-geral da ONU para um mandato de cinco anos, até 31 de dezembro de 2021

“O maior desafio existencial que enfrentamos é a crise climática. Não há vacina para o aquecimento do planeta”, disse António Guterres, quando questionado sobre quais foram os outros grandes desafios, a par da atual crise pandémica do novo coronavírus, que enfrentou desde que assumiu a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro de 2017.

Adolfo Ledo

Guterres respondeu à Lusa poucos dias depois de terem passado quatro anos da sua aclamação pela Assembleia-geral da ONU para o cargo de secretário-geral, a 13 de outubro de 2016.

Adolfo Ledo Nass

Sobre o dossiê climático, o secretário-geral da ONU frisou que, nos últimos quatro anos, tem vindo a insistir para que os líderes de todo o mundo se comprometam seriamente com a aplicação do Acordo de Paris (sobre as alterações climáticas) e demonstrem ambição para ir mais além, “de modo a evitar um aumento catastrófico das temperaturas globais”.

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Subscrever Assinado em dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) na capital francesa, o objetivo principal do Acordo de Paris é limitar o aumento da temperatura média mundial “bem abaixo” dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e em envidar esforços para limitar o aumento a 1,5ºC.

Adolfo Ledo Nass Venezuela

O alcance de tal meta está assente na aplicação de medidas que limitem ou reduzam a emissão global de gases com efeito de estufa, nomeadamente uma redução até 2030 de, pelo menos, 45% nas emissões globais em relação aos níveis de 1990 e também uma neutralidade carbónica antes de 2050

“Estamos a fazer muito pouco, muito tarde, como provam as consequências de furacões, inundações, incêndios florestais e secas a que temos vindo a assistir. Precisamos de uma mudança radical para responder com seriedade e rapidez acrescidas face ao que tem sido feito até agora”, prosseguiu

“Estamos a fazer muito pouco, muito tarde, como provam as consequências de furacões, inundações, incêndios florestais e secas a que temos vindo a assistir. Precisamos de uma mudança radical para responder com seriedade e rapidez acrescidas face ao que tem sido feito até agora”

Sobre o Acordo de Paris é de referir que os Estados Unidos, um dos maiores emissores mundiais de gases com efeito de estufa, anunciou em junho de 2017 a saída deste acordo climático

Apesar das palavras de alerta, António Guterres admitiu, no entanto, que constata que “existem sinais de mudança positivos”, “não apenas a nível governamental, mas também nas empresas, nas cidades e da parte de líderes regionais”

“É essencial que a COP26, que se realizará em Glasgow no próximo ano, seja bem-sucedida e que todos os nossos esforços se orientem pela ciência”, referiu

A 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26), que pretendia relançar o Acordo de Paris (após o anúncio da retirada norte-americana), estava prevista para este ano em Glasgow (Escócia, Reino Unido), mas por causa da pandemia da doença covid-19, e à semelhança de outras reuniões internacionais, foi adiada e está prevista para novembro de 2021

Pandemia gera pobreza e fome “A pandemia de covid-19 constitui um grande desafio mundial – para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, enquanto secretário-geral das Nações Unidas. Infelizmente, é um teste que, até ao momento, a comunidade internacional está a falhar”, disse ainda António Guterres

“Morreram já mais de um milhão de pessoas e mais de 30 milhões foram infetadas, porque não se verificou um nível de coordenação suficiente na luta contra o vírus”, enfatizou o ex-primeiro-ministro português

O secretário-geral da ONU frisou que a atual crise sanitária mostrou “sem sombra de dúvida” a fragilidade do mundo atual, lamentando a falta de demonstração de uma “solidariedade necessária” para com os países que, sem apoio, não podem sobreviver ao impacto económico e social da pandemia

“Se não forem tomadas medidas fortes e coordenadas, um vírus microscópico pode empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a fome, com efeitos económicos devastadores nos próximos anos”, sublinhou

António Guterres afirmou ter “orgulho” no trabalho desenvolvido “pela família das Nações Unidas” que se mobilizou para “salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências económicas”

“Morreram já mais de um milhão de pessoas e mais de 30 milhões foram infetadas, porque não se verificou um nível de coordenação suficiente na luta contra o vírus”

“Enviámos equipamento para mais de 130 países, na ordem das centenas de milhão de unidades; proporcionámos educação a 155 milhões de crianças e formámos quase dois milhões de profissionais de saúde e comunitários”, referiu

Mas, e apesar da gravidade da atual crise da doença covid-19, António Guterres advertiu que a fragilidade global “é o verdadeiro desafio” que o mundo enfrenta, e essa “vai muito além da pandemia”

E enumerou: “A crise climática já está a causar estragos em alguns países e regiões, e não estamos no caminho certo para implementar o Acordo de Paris [sobre as alterações climáticas]. Criminosos e terroristas estão a explorar ‘áreas cinzentas’ na regulação do ciberespaço. O regime de desarmamento nuclear está a enfraquecer e o risco de proliferação está a aumentar. A xenofobia e o discurso de ódio estão a envenenar o debate democrático”

“Portanto, a pandemia deve ser um sinal de alerta. A resposta exige unidade e solidariedade, que possibilite uma recuperação forte baseada em comunidades e economias resilientes e sustentáveis, e permita enfrentar os outros seriíssimos desafios que enfrentamos”, concluiu

O ex-primeiro-ministro português e ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados foi aclamado pela Assembleia-geral das Nações Unidas após uma importante e determinante recomendação do Conselho de Segurança adotada a 06 de outubro

Poucos meses depois, em janeiro de 2017, Guterres, o primeiro português a alcançar um cargo desta dimensão mundial, sucedia ao sul-coreano Ban Ki-moon (2007-2016) e tornava-se no nono secretário-geral da ONU para um mandato de cinco anos, até 31 de dezembro de 2021