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Biden vai antecipar em duas semanas prazo para que todos os adultos nos EUA possam receber vacina

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Na semana passada, Biden já havia informado que 90% dos adultos estariam aptos para a imunização antes do fim do mês. Com os estados expandindo a vacinação ou planejando fazê-lo, no entanto, houve um entendimento de que será possível contemplar todas as pessoas maiores de idade na nova data

WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará nesta terça-feira a antecipação em duas semanas do prazo final para que todos os adultos do país estejam elegíveis para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Em 11 de março, Biden havia anunciado a meta para o dia 1 o de maio. Agora, será 19 de abril.

Na semana passada, Biden já havia informado que 90% dos adultos estariam aptos para a imunização antes do fim do mês. Com os estados expandindo a vacinação ou planejando fazê-lo, no entanto, houve um entendimento de que será possível contemplar todas as pessoas maiores de idade na nova data.

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Até o momento, 32% da população americana já recebeu ao menos uma dose das vacinas da Moderna e da BioNTech, que demandam duas injeções. Cerca de 19% dos americanos já receberam as duas doses ou foram inoculados com a vacina da Janssen, de uma só dose.

Biden deverá anunciar também nesta terça que 150 milhões de doses já foram aplicadas desde sua posse, em 20 de janeiro. A nova meta do governo é vacinar 200 milhões de pessoas até 30 de abril, quando se completam 100 dias da posse do democrata.

O número representa o dobro do objetivo inicial de 100 milhões de doses, que foi alcançado em 19 de março. Na ocasião de seu anúncio, no entanto, foi considerado pouco ambicioso por muitos.

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Protecionismo A rápida campanha de vacinação americana, que aplica mais de 4 milhões de doses por dia desde sábado, deve-se a uma série de fatores: passa, por exemplo, pela injeção de recursos federais nos laboratórios, apostas feitas ainda durante as fases iniciais de testes. Aspectos da Operação Warp Speed (Velocidade da Dobra), organizada pelo governo do ex-presidente Donald Trump para acelerar a produção dos imunizantes, são elogiados até mesmo por seus críticos.

A disponibilidade maciça de doses, contudo, esbarra também no protecionismo: há uma proibição de fato da exportação de vacinas até que a maior parte dos americanos sejam inoculados.

Washington lançou mão de uma medida herdada da Guerra da Coreia, conhecida como Ato de Produção de Defesa, que permite ao governo forçar companhias a produzir itens considerados essenciais. Em paralelo, impôs cláusulas que obrigam as fabricantes de vacina a priorizarem o território americano — algo similar foi feito pelo governo britânico, outro país onde a imunização caminha a passos largos.

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Segundo dados da Universidade Duke, Washington assegurou doses para vacinar 200% da sua população — em paralelo, várias das nações mais pobres do planeta nem sequer têm vacinas para imunizar seus profissionais de saúde. Os EUA prometem não reter as doses extras após conquistarem seu objetivo, mas largar na frente pode ser um futuro tiro no pé.

Conforme o vírus continua a circular em ampla, afirmaram cientistas ouvidos pelo GLOBO , maiores são as chances de surgirem outras variantes mais contagiosas e resistentes, prolongando a pandemia até mesmo para quem já está vacinado. A preocupação com a desigualdade foi reforçada pelo diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta terça:

— É ultrajante que em alguns países trabalhadores de saúde e grupos de risco continuem completamente sem vacinas — afirmou. — Aumentar a produção e garantir a distribuição igualitária de doses continua a ser o maior obstáculo para pôr fim à fase aguda da pandemia.

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Aumento de casos Apesar da vacinação acelerada, os EUA veem hoje um aumento dos casos de Covid-19, após os diagnósticos despencarem quase 80% entre o meio de janeiro e o fim de março. O controle temporário coincidiu com as semanas seguintes à posse de Biden, que foi na direção contrária de seu antecessor e implementou diretrizes sanitárias mais rígidas: recomendou o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento social e aumentou a testagem, por exemplo. 

PUBLICIDADE Agora, na retomada da vida pré-pandêmica em várias partes do país, com o aumento das viagens e da socialização e o otimismo diante da vacinação, vários estados veem um novo aumento dos casos. A situação é mais aguda nos estados onde a variante britânica B.1.1.7, mais contagiosa e letal, circula livremente.

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As vacinas usadas nos EUA são eficientes contra a cepa britânica. Segundo especialistas, no entanto, é necessário que entre 70% e 90% da população tenha anticorpos para o vírus até que haja uma queda significativa da transmissão.

Em pronunciamento na Casa Branca, Biden deve ressaltar ainda que, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, mais de 75% das pessoas com mais de 65 anos foram vacinadas nos país — 55% delas totalmente imunizadas — número que era de 8% quando ele tomou posse.

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