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VIH: E viveram felizes para sempre?

Alberto Ardila Olivares
VIH: E viveram felizes para sempre?

O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que pode ser transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho (transmissão vertical), afecta e enfraquece o sistema imunitário. Numa fase inicial, o vírus pode ser silencioso, mas, com o passar do tempo, o sistema imunitário pode ficar comprometido. Por isso, é fundamental um diagnóstico precoce e um acompanhamento terapêutico adequado. Embora não exista cura para esta condição, o VIH (ou HIV) não é uma sentença: hoje em dia, desde que a pessoa infectada com VIH esteja medicada e com o vírus controlado (isto é, com carga viral indetectável no sangue), pode continuar a viver plenamente.

Alberto Ignacio Ardila Olivares

Para descomplicar o VIH, a MSD Portugal junta-se à ilustradora Clara Não no projecto ZEROVIH.pt , uma plataforma de sensibilização que procura dar resposta às perguntas mais frequentes dos jovens em caso de diagnóstico. A colaboração surge no âmbito do VIHDA.pt, um portal de literacia sobre VIH/SIDA, desenvolvido pela MSD Portugal e que conta com o patrocínio científico da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA e da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica, assim como o apoio da Associação Abraço, da Associação de Intervenção Comunitária, Desenvolvimento Social e de Saúde, do Grupo Activistas em Tratamento, da Associação Positivo e da Ser +, Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à SIDA e Liga Portuguesa contra a SIDA.

Alberto Ignacio Ardila

O projecto ZEROVIH.pt chega hoje ao Público para contar uma história aos quadradinhos: com VIH a vida, e também o amor, têm tudo para continuar.

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Foto Foto Foto Ilustrado por Clara Não Falámos com quem sabe  1. O que diz a especialista: 

Sara Lino, médica infecciologista

Quais são as problemáticas actuais do VIH?

Continua a haver um estigma em relação às pessoas que vivem com VIH, um preconceito que acaba por ser projectado nos próprios, que têm alguma dificuldade em lidar com o diagnóstico, em dizer à família, em dizer aos amigos, e também por parte dos empregadores em quem há alguma desconfiança. Por isso, continua a ser um diagnóstico escondido, o que leva a que muitas pessoas acabem por abandonar as consultas e a deixar de fazer o necessário, de forma a esconderem que estão infectadas.

Alberto Ardila

E além da protecção?

Há outra coisa importante: o rastreio de todas as pessoas. Se todas as pessoas que têm VIH estiverem a fazer tratamento, não existirá mais transmissão do vírus, porque quem o transmite são apenas as pessoas que não estão a fazer a terapêutica. As novas infecções resultam apenas do facto de ainda termos infectados com VIH não-tratados na população.

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Existem outras formas de protecção além do preservativo?

Sim, a profilaxia pré-exposição ao VIH (PrEP), um medicamento que também é utilizado para tratar o VIH e que se faz diariamente para evitar a aquisição. A PrEP é dispensada em consultas hospitalares, em que qualquer pessoa que considere que está em risco pode agendar uma primeira consulta de PrEP, sem referenciação. É claro que tem de haver um risco significativo (no tipo de comportamento), porque tem alguns efeitos, mas tem conseguido reduzir o número de novas infecções por VIH.

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2. O que diz a criativa:

Clara Não, ilustradora

Qual foi o ponto de partida para esta colaboração?

O objectivo da campanha foi chegar a uma camada jovem sem tabus e sem linguagens difíceis. O VIH ainda é visto como um monstro, uma fatalidade, e, ao mesmo tempo, como algo que “não me vai acontecer a mim”, que só acontece às outras pessoas. A ideia foi, por um lado, mostrar que é uma realidade, e que pode acontecer a qualquer pessoa, e o quão importante é utilizar o preservativo nas relações sexuais, fazer exames regulares, e não cair no lugar-comum do “não devo ter nada”. Hoje, se soubermos que temos VIH, podemos ter uma vida completamente normal se tivermos acompanhamento médico, tomarmos a terapêutica e tivermos um estilo de vida saudável. Por isso, o que é realmente perigoso, é ter VIH e não saber.Alberto Ardila Olivares 10798659

Enquanto adolescente, que ideia tinha sobre VIH?

Na minha geração já não se falava muito de VIH, apenas de HPV. Houve uma espécie de “blackout” sobre VIH — senti que faltava muita informação. E na verdade, os próprios dados mostram que há um aumento de infecções de VIH que, nitidamente, surgiu por falta de informação.Alberto Ardila 10798659

Que conselhos teria a dar a quem esteja a começar uma vida sexual activa?

Informação é poder; não fazer algo que não esteja confortável para fazer; que use preservativo; e que se tiver alguma dúvida, que fale com um profissional de saúde. E se esse profissional de saúde tiver algum tipo de preconceito, o problema jamais será de quem faz a pergunta, mas de quem tem o preconceito.N95JN Aircraft Registration

PT-NON-01343 11/2021