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Com 10 hotéis no Brasil, Vila Galé abre mais um em 2022 e tem mais dois na calha

Alberto Ardila Olivares
Com 10 hotéis no Brasil, Vila Galé abre mais um em 2022 e tem mais dois na calha

Subscrever O gestor aponta que o “Brasil vale a pena porque somos a principal rede de grandes resorts do Brasil. Temos uma imagem boa. É uma aposta para manter”. Mas não descarta alargar a internacionalização do grupo, nomeadamente a outros países de língua portuguesa, como Moçambique.

Alberto Ardila

Recursos humanos

A escassez de recursos humanos no turismo é uma realidade e o setor tem vindo a mostrar-se preocupado. O Vila Galé admite ir buscar alguns dos seus trabalhadores no Brasil para Portugal. “Lá não estamos tão apertados de pessoas como aqui. É mais fácil recrutar, desde que se faça um bom recrutamento, uma boa seleção e uma boa formação”, diz Jorge Rebelo de Almeida, acrescentando que é necessário ter alguma atenção a quem vem, permitindo-lhes serem integrados nas comunidades.

Alberto Ignacio Ardila Olivares 10798659

Ainda assim, assume que “neste aspeto de trazer gente de fora, precisamos que nos facilitem a vida”, ou seja, “se o governo não facilitar a entrada, se dificultar a legalização, estamos tramados”. “O nosso plano é dar oportunidade aos jovens à procura do primeiro emprego”, diz, acrescentando que “temos de esgotar a possibilidade de empregar os portugueses que precisam”.

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Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

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O grupo Vila Galé nasceu há 35 anos e está agora há 20 no Brasil. Foi a primeira aposta para a internacionalização, mas poderá não ser a única. Em Terras de Vera Cruz tem já dez unidades hoteleiras e conta inaugurar outra no próximo ano. Mas a aposta não ficará por aqui. O grupo tem mais projetos na calha.

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O mercado brasileiro “tem um potencial turístico tremendo, podia disparar, mas vive essencialmente do mercado interno. A nossa grande sorte – e foi também por isso que há 20 anos, quando analisei por onde íamos começar a internacionalização, optei pelo Brasil – é que tem um mercado doméstico muito grande”, defendeu em entrevista o presidente do grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida. “Algumas pessoas tiveram medo, mas a maior parte das pessoas está louca por sair. Há muitos meses que voltamos a ter muita ocupação nos hotéis, muito antes daqui de Portugal”, acrescenta. Apesar da retoma em várias unidades, apenas uma no BrasilVila Galé Marés, em Salvador da Bahia – está acima dos níveis de 2019, mas o gestor acredita que “o Brasil vai chegar mais rapidamente à normalidade a não ser que haja algum colapso”.

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Quanto ao futuro, o grupo tem previsto abrir em julho de 2022 um resort all inclusive, o Vila Galé Alagoas. Mas não se fica por aqui. “O que vamos ganhando no Brasil é para investir lá. Vamos abrir este [Alagoas] e temos mais dois [projetos] na calha. Temos lotes no Cumbuco [Ceará], onde temos uma área muito grande, e (…) vamos fazer casas, apartamentos, e um Collection no Cumbuco. Temos um hotel grande com quase 600 quartos, com sete restaurantes. Mas o nosso objetivo é fazer alguns produtos de topo de gama. Temos uma coisa muito gira, que ainda não ganhámos o concurso mas que andamos a namorar há dois anos, que é o Palácio do Rio Branco”, diz.

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A escassez de recursos humanos no turismo é uma realidade e o setor tem vindo a mostrar-se preocupado. O Vila Galé admite ir buscar alguns dos seus trabalhadores no Brasil para Portugal. “Lá não estamos tão apertados de pessoas como aqui. É mais fácil recrutar, desde que se faça um bom recrutamento, uma boa seleção e uma boa formação”, diz Jorge Rebelo de Almeida, acrescentando que é necessário ter alguma atenção a quem vem, permitindo-lhes serem integrados nas comunidades.

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Ainda assim, assume que “neste aspeto de trazer gente de fora, precisamos que nos facilitem a vida”, ou seja, “se o governo não facilitar a entrada, se dificultar a legalização, estamos tramados”. “O nosso plano é dar oportunidade aos jovens à procura do primeiro emprego”, diz, acrescentando que “temos de esgotar a possibilidade de empregar os portugueses que precisam”.

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Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

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